quinta-feira, 17 de maio de 2012

Drenagem Linfática Manual


   Por muito tempo a visualização anatômica do sistema linfático foi bastante difícil, uma vez que sua coloração esbranquiçada e a delicadeza de seus vasos era praticamente imperceptível à observação nos cadáveres. Hoje, já temos um grande conhecimento sobre o mesmo, embora algumas funções como os aspectos imunológicos ainda não estejam bem claros.
   A circulação linfática é o final de um processo que se inicia no sistema sanguíneo. Dessa forma, é necessário um conhecimento prévio do sistema arterial e venoso.
   O sistema sanguíneo participa de forma integrada da nutrição dos tecidos de todo o organismo, juntamente com o sistema linfático.
   Esses dois sistemas (sanguíneo e linfático) trabalham de forma integrada e simultânea: enquanto o sangue arterial chega às células oxigenado, nutre-as e retorna para o sistema venoso; uma parte desse sangue não consegue transpor a membrana dos vasos venosos. Essa parte do líquido intercelular, juntamente com as proteínas, é retirada do meio intersticial através do sistema linfático.
   O sistema linfático é composto por tecidos  linfóides (timo, baço, amídalas e linfonodos), linfa e vias linfáticas (capilares, vasos e troncos) que estão paralelos aos vasos sanguíneos. As funções do sistema linfático são: remover partículas estranhas no organismo, destruir bactérias, produzir anticorpos e linfócitos para a defesa do organismo e fazer o retorno do líquido intersticial à corrente sanguínea.
    A drenagem linfática manual é hoje um dos métodos de terapia manual mais utilizada por profissionais de diversas áreas da saúde e da estética. Seus objetivos são: acelerar o fluxo da linfa admitida pelos capilares linfáticos (aumentando a velocidade da mesma nos vasos e ductos linfáticos), aumentar o volume filtrado e absorvido pelos capilares sanguíneos, aumentar a oxigenação e desintoxicação do organismo, facilitar o transporte de nutrientes para as células, reduzir edemas e aumentar a resposta imunológica.
   Para a correta utilização da técnica (independente do método escolhido) é necessário que se tenha conhecimentos em anatomia e fisiologia do sistema linfático. A drenagem linfática manual requer conhecimentos específicos e responsabilidade pelo seu uso.
    Por isso só aceite tratamento com drenagem linfática com profissionais capacitados, que tenham feito cursos teórico-práticos.


Referências

ELWING, Ary; SANCHES, Orlando. Drenagem linfática manual: teoria e prática. São Paulo: Ed. Senac São Paulo, 2010. 247 p.:il.

GARCIA, Neí Maria. Passo a passo da drenagem linfática manual em cirurgia plástica. Brasília: Ed. Senac, 2010. 180 p.:il.

HERMES, Renata; STEIN, Lucilaine R. Drenagem Linfática Manual. Apostila do Curso de Drenagem Linfática Manual Corporal e Facial. 2012.

LEDUC, Albert; LEDUC, Olivier. Drenagem linfática: teoria e prática. Tradução de Marcos Ikeda. 3. ed. Barueri, SP: Ed. Manole, 2007. 66 p.:il.

LOPES, Maria Luiza Mansur. Drenagem linfática manual e estética. Blumenau, SC: Ed. Odorizzi, 2002. 136 p.:il.

RIBEIRO, Denise Rodrigues. Drenagem linfática manual corporal. 6. ed. São Paulo: Ed. Senac São Paulo, 2004. 105 p.:il.

SILVA, Inês Cristina Alves. Drenagem Linfática. In: BORGES, Fábio dos Santos. Dermato-Funcional: Modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. São Paulo: Ed. Phorte, 2006. cap. 17, p.341-380.

SOUSA-RODRIGUES, Célio Fernando. Anatomia aplicada do sistema linfático. In: PITTA, G.B.B;  CASTRO, A.A.; BURIHAN, E. Angiologia e cirurgia vascular: guia ilustrado. Maceió: UNCISAL/ECMAL & LAVA, 2003. Disponível em URL: <http://www.lava.med.br/livro>. Acesso em: 5 ago. 2011.

ZANDOMENECO, Arlete Guarezi. Drenagem Linfática Manual. Florianópolis, 2009. Apostila do curso livre de Drenagem Linfática Manual Facial e Corporal do SENAC – Saúde e Beleza.


 Fonte:
 Imagem: Site

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