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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Colocando mais saúde na sua alimentação

Coloque mais cor e sabor na sua alimentação:

STEIN, Lucilaine. Especiarias: colocando mais saúde na sua alimentação. Jornal Live, Santo Amaro da Imperatriz, n.54, p.16, 12 ago. 2014. Disponível em: <http://pt.calameo.com/read/003163592a28654b6b325>.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Conheça os benefícios da cebola


   Iniciando as postagens sobre cada uma das especiarias, começo com a Cebola que a maioria das pessoas utiliza diariamente na alimentação.

   "A cebola teve origem no centro da Ásia, e caminhando para o ocidente, atingiu a Pérsia de onde se irradiou para a África e por todo continente europeu. Daí, foi trazida para as Américas, pelos seus primeiros colonizadores. [...] Provavelmente foi introduzida no Brasil através dos Portugueses, que as utilizavam durante as viagens a fim de evitar o escorbuto, doença que causa sangramento da gengiva, dores nas articulações e feridas que não se cicatrizam." (CLÍNICA, 2012).
   " [...] Estudando o uso de hortaliças com finalidade medicinal na comunidade do bairro Novo Brasil, no município de Jequié/BA, constatou que as hortaliças mais utilizadas são: abóbora (Cucurbita pepo) com ação de vermífugo; cebola (Allium cepa), beterraba (Beta vulgaris) e agrião (Nasturtium officinale) por suas propriedades expectorantes; chuchu (Sechium edule Sw.), pepino (Cucumis sativus), alho (Allium sativum) e couve-lor (Brassica oleracea) devido sua atividade anti-hipertensiva; salsa (Petroselinum sativum) para cólicas menstruais e manchas na pele; além de cenoura (Daucus carota) no combate de anemia, alface (Lactuca sativa) como calmante e berinjela (Solanum melongena) para redução de colesterol". (SOUZA et al., 2005 apud GUERRA et al., 2007).
   A cebola apresenta organosulfurados (que são componentes alimentares não nutrientes com propriedades funcionais) que se fazem presente em um grande número de alimentos vegetais (além da cebola se encontram também no alho, repolho, couve, couve-flor, couve de bruxelas, etc.) e apresentam propriedades funcionais importantes na prevenção ou retardamento de processos patológicos. Os organosulfurados teriam a propriedade de combater o câncer e doenças cardiovasculares. (PACHECO; SGARBIERI, 2001). 


   De acordo com Sponchiato (2012), o ideal seria o consumo da cebola roxa, e não da branca; já que as hortaliças de coloração roxa possuem um pigmento que aplaca o colesterol, a antocianina.
“Experimentos feitos em animais no nosso laboratório mostraram que ela reduz consideravelmente a concentração da gordura no sangue”, conta a professora Tânia Toledo de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa. “A substância inibe uma enzima que participa da síntese de colesterol no fígado, além de aumentar sua eliminação do organismo.” (SPONCHIATO, 2012).
   Apesar da cebola ter suas propriedades reconhecidas, poucas são as pessoas que a utilizam de forma medicinal. Ela é utilizada no nosso dia a dia mais pela sua capacidade de adicionar sabor aos outros alimentos, sendo consumida na forma de tempero, processada ou in natura (através do consumo de saladas ou do famoso molho vinagrete). (CLÍNICA, 2012).


  Condimento: Cebola
  Nome científico: Allium cepa L.
  Parte utilizada: Bulbos
  Ação: Antiescorbútica, estimulante do metabolismo, antitumoral, antioxidante, vasodilatadora.
  Indicação: Ajuda a limpar o sangue de impurezas, inibe a síntese de LDL.
  Contraindicação: Não há.
 Efeitos colaterais: Pode causar problemas digestivos (dependendo do tipo de cebola escolhida, pois algumas são mais ácidas) e em excesso pode causar gases.
 Consumo: Preferencialmente consumi-la crua, pois parte dos seus nutrientes se perde quando ela é cozida/assada/frita.
  Curiosidades: A cebola tem seu nome científico originado da palavra céltica "all", que significa "pungente" ou "picante". A palavra "cepa" remete à formação de uma cabeça.
   No Egito era utilizada para embalsamar os mortos, juntamente com o alho e outras ervas. A cebola era considerada um condimento sagrado tanto para sacerdotes como para o povo comum. No plano mágico, os egípcios se protegiam de certas doenças com hastes de cebola. Na Grécia ela sempre foi empregada na cozinha e até hoje é consumida em grande quantidade. Foi muito utilizada durante o período das Grandes Navegações, por sua propriedade antiescorbútica.
   Os latinos proibiam o uso do bulbo, porque acreditavam que ele crescia quando a Lua diminuía. Quanto ao cheiro, provocava um sentimento de força vital. Virtudes afrodisíacas lhe são igualmente atribuídas, tanto por sua composição química quanto por suas sugestões imaginativas.
   Na psicologia (e na Naturologia também) é muito utilizada a analogia do tratamento por etapas, chamamos esse processo de “descascar a cebola”: para tratarmos um "problema" nem sempre podemos ir direto ao centro, pois muitas vezes a pessoa não está preparada para as emoções que virão junto. Dessa forma, torna-se prudente trabalharmos das camadas mais superficiais até chegar às mais profundas, onde está o motivo do problema e que deu origem a todos os outros "problemas menores".

   E para os cinéfilos, quem não lembra do filme "Shrek", o diálogo entre o ogro e o burro:


Shrek: Pra sua informação, há mais do se imagina nos ogros.
Burro: Exemplo?
Shrek: Exemplo? Ok… Ah… Nós somos como cebolas.
Burro: Fedem?
Shrek: Sim. Não!
Burro: Oh. Fazem você chorar.
Shrek: Não.
Burro: Oh, deixa eles no sol e eles ficam marrons e soltam aqueles cabelinhos…
Shrek: Não! Camadas! As cebolas têm camadas, os ogros têm camadas. A cebola tem camadas, entendeu? Nós dois temos camadas.
Burro: Oh, vocês dois têm camadas. Oh. Sabe, nem todo mundo gosta de cebolas. Bolo! Todo mundo adora bolo! E tem camadas.
Shrek: Eu não ligo pro que todo mundo gosta! Ogros não são como bolos.
Burro: Sabe do que todo mundo gosta? Pavê! já conhecesseu alguém que você falasse 'ei, vamos comer pavê' e ele dissesse 'céus, não gosto de pavê'? Pavê é delicioso!
Shrek: Não! Sua besta ambulante de irritação constante! Os ogros são como cebola! Fim da história, bye bye, tchauzinho.”


Referências:

BAQUARA, Apoena. Apoena baquara: uma leitura para o trono. Disponível em: <http://apoenabaquara.blogspot.com.br/2011/03/eu-decorei-entao-vale-como-expressao.html>. Acesso em: 29 maio de 2012.

CLÍNICA Dr. Queroz. Propriedades Nutricionais da Cebola. Disponível em: <http://www.clinicaq.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=174&Itemid=29>. Acesso em: 29 maio de 2012.

GUERRA, Antonia Mirian Nogueira de Moura, et al. Plantas medicinais e hortaliças usadas para cura de
doenças em residências da cidade de Mossoró – RN. Revista Verde, Mossoró – RN, v.2, n.1, p.70-77, jan./jul. 2007

LORENZI, Harri. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas. 2 e.d. Nova Odessa. São Paulo: Instituto Plantarum, 2008.

MOREIRA, Rita de Cássia Teixeira. et al. Abordagem Etnobotânica acerca do Uso de Plantas Medicinais
na Vila Cachoeira, Ilhéus, Bahia, Brasil. Acta farmacéutica bonaerense,  s.l, v. 21, n.3, p. 205-211, jun. 2002.

NEGRAES, Paula. Guia A-Z de plantas: beleza. São Paulo:  BEI Comunicação, 2003.

PACHECO, Maria Teresa Bertoldo; SGARBIERI, Valdomiro Carlos. Alimentos funcionais: conceituação e importância na saúde humana. In: Simpósio Brasileiro sobre os Benefícios da Soja para a Saúde Humana, 1., Londrina, PR. Anais... Londrina: EMBRAPA, 2001. p.37-40.

SPONCHIATO, Diogo. 20 trocas contra o colesterol: Saiba como substituir alguns alimentos que elevam os níveis dessa gordura sem perder o prazer à mesa. Disponível em: <http://saude.abril.com.br/edicoes/0312/nutricao/vinte-trocas-inteligentes/passo14.shtml>. Acesso em: 29. maio 2012.

TESKE, Magrid. Herbarium compêndio de fitoterapia. 4.e.d. Curitiba: Herbarium Lab.Bot. Ltda, 2001.

Imagens:
Foto 1

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Fitoterapia do cotidiano: Especiarias


   As especiarias são um grupo de plantas aromáticas que possuem também caráter terapêutico. Podemos dizer que se trata de uma fitoterapia que além de estimular os sentidos influencia o apetite – pois grande parte delas tem a função de estimular o apetite e/ou facilitar a digestão. Também são chamadas de temperos, condimentos, ervas aromáticas e plantas condimentares.
   A palavra tempero deriva do latim “temperare”, que significa “colocar em relação”. Dessa forma, os condimentos não são consumidos como um alimento único, eles estão relacionados a algum prato. Eles mexem com três de nossos cinco sentidos: visão, olfato e paladar.
   Seu uso vem desde a antiguidade e quase sempre estava associado ao comércio de pedras preciosas. Por isso também, as especiarias sempre foram sinônimo de riqueza, visto que quanto mais rico for o anfitrião do jantar, mais especiarias ele utilizará em seus pratos. Além disso, grande parte dos povos antigos possuía seus próprios símbolos para as ervas aromáticas, assim como rituais e magias.
   Segundo Azevedo (2003), uma pesquisa realizada em 2001 por Zheng e Wang, do Departamento de Agricultura Americano (USDA) demonstrou que as especiarias possuem potentes benefícios anticancerígenos por serem fonte abundante de antioxidantes na dieta. Segundo a pesquisa, o orégano possui doze vezes mais atividade antioxidante do que as laranjas, trinta vezes mais do que as batatas e quarenta e duas vezes mais que as maçãs.
   “Para enaltecer o sabor dos alimentos, as ervas podem substituir o excesso de sal e os aditivos químicos artificiais como o glutamato monossódico, comprovadamente pernicioso para a saúde humana”. (AZEVEDO, 2003).
   Quando é necessária uma restrição de sal na dieta é muito importante a substituição do mesmo por temperos, uma vez que eles irão ressaltar o sabor do alimento, contribuindo para que seu sabor e aroma sejam agradáveis. Além de diversificar a dieta, estimular o organismo e a criatividade também (visto que suas formas de utilização são muitas) ainda contribuem para a produção e liberação de sucos digestivos favorecendo uma digestão eficiente e aumentando o peristaltismo.

   Algumas formas de uso das especiarias em nossa alimentação:

- Infusão;
- Decocção;
- Sucos;
- Planta em pó ou desidratada;
- Azeite aromático;
- Manteiga aromática;
- Vinagre aromático;
- Sal aromático;
- Açúcar aromatizado;


   Armazenagem e dicas:

• Armazene os condimentos em local seco, fresco, ao abrigo de luz (armário fechado e escuro);
• Utilize a geladeira só para guardar ramos folhosos, fechados em sacos de papel (no máximo durante 1 semana);
• Nunca faça grandes estoques (as combinações devem durar somente algumas semanas). Armazená-las em recipientes bem fechados e limpos;
• Moa ou triture os temperos na hora;
• Não cozinhe nem ferva flores e folhas junto com os alimentos (pois perdem os princípios ativos). Acrescente-os ao final da preparação (com um rápido abafamento);
• Não use condimentos frescos na mesma quantidade que os desidratados (utilize 1/3 a 1/4 da quantidade in natura);
• Fique atento ao prazo de validade (ou se tiver alteração de cor, aroma e perda das propriedades);
• A planta fresca não deve apresentar diferença de coloração, bolores ou manchas;
• Faça a mistura de condimentos em casa (é mais saudável, pois não possui aditivos químicos);
• Utilize ervas condimentares verdes e desidratadas que auxiliam a digestão. Acrescente-as sempre ao final da preparação, junto com o sal (se necessário) e o azeite;


Referências

AZEVEDO, Elaine de. Alimentos orgânicos: ampliando os conceitos de saúde humana, ambiental e social. Florianópolis: Ed. Insular, 2003.

AZEVEDO, Elaine de. Trofoterapia e nutracêutica: dietas e orientações nutricionais com base nas medicinas tradicional e complementar. Blumenau: Ed. Nova Letra, 2007.

NEGRAES, Paula. Guia A-Z de plantas: condimentos. São Paulo: Ed. BEI Comunicação, 2003.

NEPOMUCENO, Rosa. Viagem ao fabuloso mundo das especiarias. Ed: José Olimpio, 2003.

PELT, Jean-Marie. Especiarias e ervas aromáticas. Rio de Janeiro: Ed. Jorge Zahar Editor Ltda, 2003.

 Fonte:
Imagem: Getty Image


 Colocarei em breve aqui no blog receitas utilizando especiarias, bem como fichas sobre cada um dos condimentos, suas propriedades, formas de utilização, como plantar, etc.

Obs: Post publicado originalmente no Blog da Athman: Naturologia, Saúde e Beleza, em 19 de novembro de 2010