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sexta-feira, 15 de março de 2013

Cromoterapia: tratamento através das cores


   "A cromoterapia ou colorterapia é a ciência que emprega as diferentes cores para alterar ou manter as vibrações do corpo naquela frequência que resulta em saúde, bem-estar, harmonia". (AMBER, 1995, p. 13).
   A Cromoterapia é o uso terapêutico das cores. É reconhecida pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como terapia alternativa ou complementar desde 1976. Entretanto, não é reconhecida pela comunidade científica - apesar de sua teoria estar pautada em evidências da física moderna.
    O espectro de luz visível assume diversas cores em função do comprimento de onda, assim as diferentes cores do espectro visual estão contidas na luz e por ela são refletidas. As cores são energias específicas, que estão contidas dentro da luz e agem sobre as nossas funções vitais.

    Como pode ser explicado o efeito das cores?

   No século XVII Newton demonstrou que a luz branca ao passar por um prisma de quartzo se decompõe em sete frequências monocromáticas conhecidas como as cores vermelho, laranja, amarelo, verde, azul turqueza, azul índigo e violeta. Cada cor corresponde a um certo comprimento de onda e este, por sua vez, a um certo número de oscilações da luz. Na física entende-se por vibração o movimento regular dentro de certos limites. A quantidade de movimentos dentro de um determinado tempo é chamado de frequência.
   Em 1886 Heinrich Hertz estudou o efeito fotoelétrico, afirmando que a luz pode alterar a composição elétrica de qualquer substância material. Independente de sua cor, a luz afeta a estrutura de nossas células porque os tecidos biológicos dependem da atividade elétrica para existirem (podemos citar como exemplo o funcionamento dos neurônios). A luz interage com a matéria e assim a energia da luz é transferida aos elétrons contidos na matéria.
   Outro estudioso, Dr. Niel Fisen, foi premiado com o Prêmio Nobel de Medicina em 1903 por suas pesquisas sobre a influência da luz e da cor no tratamento de doenças, sendo considerado o fundador da phototerapia.
   Já em 1905, Einsten, através da sua Teoria da Relatividade, demonstrou a Teoria Corpuscular da Luz; em que afirmava que a luz é composta por fótons (unidade básica) e que possui uma natureza dual, ora é partícula (matéria), ora é onda (energia).
  Dr. Fritz-Albert Popp, físico, desenvolveu a Teoria dos Biofótons que trata da biologia da luz. Ele demonstrou que todas as células de um organismo vivo são luminosas, se comunicam entre si e respondem à radiação de luz e suas frequências. Com isso, qualquer célula pode ter sua frequência vibratória alterada se entrar em contato com a luz. Quando as luzes coloridas entram em contato com a pele, suas informações são transmitidas ao cérebro que administra o sistema endócrino. De acordo com o princípio da ressonância a menor oscilação iniciará o maior efeito. A terapia das cores procura utilizar esse princípio.
  "A excitação é um processo físico no qual os impulsos elétricos são enviados ao longo dos caminhos nervosos (através de íons de sódio) à área da hipófise e do hipotálamo, que controlam e regulam as funções vitais. Com a ajuda dos biofótons e elétrons, o impulso então difunde, via estrutura atômica das células, à área do órgão em questão, onde a reação endócrina se manifesta. Portanto, os impulsos energéticos das cores são capazes de corrigir irregularidades celulares, desta forma corrigindo perturbações funcionais". (BALLAN, 2010).
   Ao que parece, esse efeito se dá através do sistema dos meridianos da Medicina Tradicional Chinesa também, porque a profundidade de penetração da luz dentro do tecido é relativamente pequena. Os meridianos são canais de energia que passam por todo o corpo humano. Eles são responsáveis pelas funções vitais das células, tecidos e órgãos, carregando a energia vital necessária dentro de suas áreas.
   A prática de cromoterapia, segue a linha de cromopuntura (que une as técnicas de acupuntura e cromoterapia, principalmente), criada na década de 70 na Alemanha, pelo Dr. Peter Mandel. É uma terapia embasada nas pesquisas dos biofótons, feitas pelo biofísico Fritz Albert Popp. (MANDEL, 1986). Caracteriza-se pelo estímulo dos pontos de acupuntura (acupontos) e  meridianos (canais) utilizando-se da cor e, através dela, busca-se reequilibrar os sistemas de órgãos do corpo. Os acupontos não só absorvem o Qi (energia), mas também recebem e transmitem a luz por todo o sistema de meridianos do corpo. (GERBER, 2000).
    Para Mandel, quando a cor gera um impulso elétrico que chega ao cérebro, ela coordena os órgãos de produção endócrina (uma vez que a luz atua diretamente sobre a glâdula pineal). Essa glândula é a responsável pelo controle de todos os processos hormonais e imunológicos do organismo, através da secreção do hormônio melatonina. (PAGNAMENTA, 1998). Assim, quando estamos em desequilíbrio (físico ou emocional) e fazemos uso da cromoterapia, mandamos um estímulo para a glândula pineal regular a produção hormonal, e retornamos ao nosso estado de equilíbrio dinâmico (popularmente conhecido como saúde).
    "A cromopuntura com suas possibilidades terapêuticas leva-nos a uma profunda mudança não só do corpo, mas também das emoções e da forma de pensar". (PAGNAMENTA, 1998).
     As cores podem ser utilizadas de muitas maneiras: através a ingestão de alimentos ou água solarizada, do vestuário, de tratamentos com lâmpadas ou lanternas específicas em regiões do corpo, mentalizações, utilização de gemas (rochas ou minerais) entre outros.
     A cromoterapia procura reequilibrar os distúrbios energéticos básicos que produzem os sintomas (e que, posteriormente podem desencadear doenças), atuando sobre a pessoa como um todo, ou seja, atua tanto no tratamento de distúrbios energéticos como na prevenção dos mesmos. (MANDEL, 1986).


Referências

AMBER, Reuben. Cromoterapia: a cura através das cores. São Paulo: Ed. Cultrix, 1995.

BALLAN, Simone. Cromoterapia para tratamentos físicos e emocionais. Cosmetologia e estética com Simone Ballan. 25 ago. 2010. Disponível em: <http://simoneballan.blogspot.com/2010/08/cromoterapia-para-tratamentos-fisicos-e.html>. Acesso em: 13 jul. 2011.

GERBER, Richard. Um guia prático  de medicina vibracional. São Paulo: Cultrix, 2000.

MANDEL, Peter. Compendio prático de colorpuncture. Ditton Energetik, Bruschal, Alemanha, 1986.

OLIVER, Nathália. A influência da acupuntura na vibração dos chakras. In: HELLMAN, Fernando; WEDEKIN, Luana Maribele (Org.). O livro das interagências: estudos de caso em Naturologia. Tubaração, SC: Ed. Unisul, 2008. p. 65-81.

PADRINI, Francesco; LUCHERONI, Maria Tereza. Cromoterapia: como curárse con los colores. Editorial de Joceh, 2004.

PAGNAMENTA, Neeresh F.. Cromoterapia para crianças: o caminho da cura. São Paulo: Ed. Madras, 1998. 166 p.

SOPHIA, Moriel. Cromoterapia: qualidade das cores e técnica de aplicação. São Paulo, SP: Ed. Roca, 2005.

SOUZA, Jackson Diogo S. Apostila de Cromoterapia. Palhoça, 2008. Apostila da disciplina de Cromoterapia do curso de Naturologia Aplicada da UNISUL.

VALCAPELLI. Cromoterapia: a cor e você. 6. ed. São Paulo: ED. Roca, 2005.


Fonte: Imagem

 Obs: Post publicado originalmente no Blog da Athman: Naturologia, Saúde e Beleza, em 22 de agosto de 2011.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Curso de Massagem com Pedras Quentes e Aromaterapia


Curso de Massagem com Pedras Quentes e Aromaterapia

* Ministrante: Lucilaine R. Stein
Naturóloga (Unisul) e Pós-Graduada em Estética Facial e Corporal (UNIVALI)
Docente no SENAC: Saúde e Beleza

* Público alvo: Estudantes e profissionais da área da saúde e beleza (Naturólogos, Fisioterapeutas, Esteticistas, Naturopatas, Massoterapeutas entre outros).

* Data: 02 de dezembro de 2012 (domingo) ÚLTIMA TURMA DO ANO!
* Horário: 9 às 12h e das 13h às 18h
* Carga horária: 8h
* Local: Vitta Cosméticos (Rua Felipe Schmidt, 515, loja 211 - Florianópolis/SC).


* Conteúdo programático:

- Histórico da técnica de massagem com pedras quentes;
- Fisiologia e temperatura;
- Ação, indicações e contraindicações da técnica;
- Noções de geologia;
- Tipos de pedras;
- Formas de aquecer e higienizar as pedras;
- Noções de chakras;
- Noções de reflexoterapia;
- Aromaterapia para potencializar a massagem com pedras;
- Sequência da massagem com pedras quentes (corporal);
- Prática da massagem com pedras quentes (corporal);

* Investimento:
  R$ 250,00 à vista (cheque ou espécie)
  R$ 265,00 parcelado (1+1 cheque)
  Obs: Esse valor inclui o Kit de pedras, apostila, certificado e coffee break

* Material necessário: Lençol, toalha de banho e toalha de rosto. Vestimenta adequada para receber e aplicar massagem.

* Informações e inscrições: vittacosmeticos@gmail.com
 (48) 3207-0122

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Conheça o Reiki

 "Reiki, é a arte secreta de convidar a felicidade" (Mikao Usui)

   Reiki é um sistema de técnicas criado no início do século 20, no Japão, por Mikao Usui, um monge budista. A tradução da palavra Reiki significa Rei: universo; Ki: energia, ou seja, Reiki é “energia vital universal”.
   Esse sistema de tratamento “tem como finalidade restabelecer a homeostasia física, mental e emocional, para que o processo de cura possa se instalar ou ser facilitado. Essa homeostasia é adquirida como reflexo da homeostasia energética do organismo”. (GARÉ, 2008).
   “O reiki é um sistema natural de cura, que através da canalização de energia “CHI” (energia divina) pelo reikiano e imposição de suas mãos, proporciona harmonização ao ser de forma integral, retorno ao seu estado primordial de equilíbrio, felicidade e, consequentemente, cura e saúde (TAVARES, 2002 apud SANTOS, 2005).
   “Baseado nos princípios budistas, o reiki prega a compaixão por todos os seres vivos, a não violência inclusive para com os animais, o amor sem apego e a ajuda ao próximo. Para Usui, era de fundamental importância que a energia curadora em nome do amor e da humildade fosse levada a várias pessoas para que estas aprendessem o método e se tornassem agentes multiplicadores. Popularizar o método era a sua proposta”. (TEIXEIRA, 2009)

   Princípios do Reiki:
- Somente por hoje não te preocupes;
- Somente por hoje não sintas raiva;
- Somente por hoje honra teus pais, mestres e anciãos;
- Somente por hoje ganha a vida honradamente;
- Somente por hoje sinta gratidão por todo ser vivo.

   Pesquisas sobre reiki, utilizando ou não outras formas de terapias (complementares ou alopáticas), estão sendo feitas e provam a eficácia da técnica, tanto em animais como em seres humanos (GARÉ, 2008).
   Em uma tese de mestrado em medicina chegou-se a conclusão que a imposição de mãos feitas através de técnicas como o reiki, cura prânica, ou espíritas e cristãs, gera influências físicas (alterações fisiológicas) que podem promover a cura. (OLIVEIRA, 2003).
  Em outra pesquisa foram estudados os efeitos do Reiki na evolução de granuloma induzido pela inoculação do BCG em camundongos e também portadores de tumor ascítico de Ehrlich in vivo e in vitro. Havia nesse estudo 3 grupos de animais: controle (8), reiki A (9) e reiki B (9). Os animais do grupo controle não receberam nenhum tipo de tratamento. Os do grupo reiki A receberam aplicação de reiki por 10 minutos todos os dias, com uma distância de 30 cm. Os camundongos do grupo reiki B receberam manipulação e uma técnica diferente de Reiki. Os animais foram observados diariamente até o dia do óbito.  Os resultados apontaram que nos camundongos inoculados com BCG e tratados com reiki houve uma diminuição do edema de pata e os hamsters que pertenciam ao grupo reiki A apresentaram uma taxa de sobrevida maior que os dos outros grupos. (GARÉ, 2008).
  O tratamento com reiki é realizado através da imposição das mãos (transmissoras de energia), em 12 posições ou mais, de acordo com a necessidade da pessoa.
   As sessões duram em média 1 hora e podem ser realizadas diariamente, inclusive, mais de uma vez ao dia. A aplicação pode ser feita pelo próprio cliente, desde que o mesmo tenha feito pelo menos o nível I de Reiki.
  Essa técnica pode ser aplicada em seres humanos, animais, plantas, alimentos e ambientes (casas, escritórios, etc). Pode ser aplicado de forma direta (presencialmente) ou à distância (o que implica que a pessoa tenha, pelo menos, o nível II de Reiki).
  “Ao produzir efeitos à distância, o reiki comprova que o essencial não é a imposição de mãos, muito menos a posição das mãos ou o seu movimento. O essencial é a ação mental, que promove o equilíbrio energético, atuando na prevenção de doenças ou na restituição da saúde e do bem-estar”. (SALOMÉ, 2009)
 “O Reiki assim como outro método alternativo de tratamento tem sua base no sistema de autorresponsabilidade no qual o assistido é responsável por sua saúde. O terapeuta Reikiano dará suporte e apoiará o processo de equilíbrio, do qual a pessoa deverá participar ativamente”. (SALOMÉ, 2009)
   Em trabalho realizado por Chambers, Libby e Davidson (2000) citado por Salomé (2009), observou-se as seguintes vantagens na utilização do Reiki como alternativa terapêutica:
   - A aplicação do Reiki em cirurgia faz com que o paciente fique menos ansioso, mais calmo, relaxado e com menos dor;
   - O reiki não só aumenta seu vigor físico, fornecendo-lhe energia para trabalhar longos períodos, como também capacita o profissional [...]a manter a clareza mental e a estabilidade emocional, realizando o seu trabalho da melhor maneira possível;
   - O reiki faz com que o profissional [...]aumente a satisfação com o trabalho e restaure o que parece estar faltando no seu papel. Além disso, renova o entusiasmo do profissional pelo seu trabalho, ajudando a recriar a visão original que inicialmente o inspirou a escolher sua profissão.


Referências


GARÉ, Ricardo Rodrigues.  Efeitos do reiki na evolução do granuloma induzido através da inoculação do BCG em hamsters e dor tumor ascítico de Ehrlich induzido em camundongos. 2008. 62f. Dissertação (Pós-graduação em Patologia Experimental e Comparada) – Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.

OLIVEIRA, R.M.J.  Avaliação de efeitos da prática de impostação de mãos sobre os sistemas hematológico e imunológico de camundongos machos. 2003. 95f. Dissertação (Mestrado em Ciência Médicas) – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003. Disponível em: <http://www.amegoias.com.br/artigos/bancoteses/Disserta_Oliveira_RMJ.pdf>. Acesso em: 19 ago. 2012.

SALOMÉ, Geraldo Magela. Sentimentos vivenciados pelos profissionais de enfermagem que atuam em Unidade de Terapia Intensiva após aplicação do Reiki. Rev. Saúde Coletiva, s.l., v. 28, n. 6, p. 54-58, mar. 2009. Disponível em: <http://redalyc.uaemex.mx/pdf/842/84202805.pdf>. Acesso em: 19 ago. 2012.

SANTOS, Aline Carrara dos. O cuidado transdimensional através do reiki e dos florais de Bach, numa unidade básica de saúde. 2005. 121f. Trabalho de Conclusão de curso (Graduação em Enfermagem) – Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2005.

TEIXEIRA, Francisca Niédja Barros. Reiki: religião ou prática terapêutica? Rev. Horizonte, Belo Horizonte, v. 7, n. 15, p.142-156, dez. 2009. Disponível em: <http://periodicos.pucminas.br/index.php/horizonte/article/view/P.2175-5841.2009v7n15p142/2494>. Acesso em: 19 ago. 2012.


Fonte:
Imagem: ACTO

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Os florais de Bach


   Nas últimas semanas tenho sido bastante consultada com relação aos efeitos/eficácia dos Florais de Bach ou mesmo para indicação dos mesmos. Dessa forma, achei interessante escrever um post aqui no blog esclarecendo sobre essa Terapia Complementar.

   "As essências florais ou remédios florais são uma forma singular e sutil de medicina vibracional que vem se tornando cada vez mais popular ao longo dos últimos sessenta ou setenta anos. Embora a maioria das pessoas familiarizadas com esta abordagem de cura pensem que a terapia com essências florais surgiu no início do século XX, existem evidências sugerindo ser ela uma abordagem de cura extremamente antiga" (GERBER, 2000).
   "São considerados como instrumentos de cura suaves, sutis, profundos, vibracionais, com uso reconhecido em mais de 50 países e aprovados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 1956" (MANTLE, 1997 apud SOUZA, ET AL, 2006).
   Os florais ou essências florais são tinturas líquidas preparadas e produzidas a partir de todo tipo de flores (das mais simples, sendo consideradas "ervas daninhas"; até as mais requintadas como orquídeas). Elas não são um medicamento físico, pois não contêm princípios ativos (moléculas de susbstâncias medicinais que encontramos na fitoterapia, aromaterapia e alopatia, por exemplo) (GERBER, 2000). Por causa disso, muitos pesquisadores questionam sua eficácia, pois se não há princípio ativo (apenas água e brandy/conhaque), o floral seria apenas um placebo e sua cura seria através de autosugestão (ROSADO, et al, 2009). Entretanto, há estudos científicos que utilizaram eficazmente os florais de Bach em animais e plantas (seres que não são sugestionáveis), o que acaba indo de encontro às ideias dos pesquisadores mais céticos. (SOUZA, et al, 2006; VIEIRA FILHO, 2006).
   Eu mesma, antes de aprender sobre os 38 florais de Bach, duvidava muito da sua eficácia (pois, como muitas pessoas, ia na farmácia fazer um floral para melhorar a memória, emagrecer, etc; escolhendo florais aleatórios que em nada tinham relação com minha personalidade). Quando comecei a estudar sobre o sistema dos Florais de Bach na faculdade, entendi que todos possuimos personalidades diferentes e reagimos de maneira diferente frente às mesmas situações. Dessa forma, mesmo que duas pessoas estejam tomando um floral para melhorar a concentração, por exemplo, a minha falta de concentração pode ser desencadeada porque não tenho paciência de esperar o conteúdo ser dado, enquanto outra pessoa pode se desconcentrar pois acha que não é inteligente o suficiente e outra porque fica "sonhando acordada". Assim, todas tomarão florais completamente diferentes para o mesmo problema (pois as três são desconcentradas, mas por motivos diferentes). Esse foi um exemplo só para que vocês consigam entender que escolher um floral vai muito além de ler um folheto na farmácia de manipulação.
   "A Terapia Floral é totalmente centrada no indivíduo, sendo a sua atuação voltada para as emoções conscientes ou que estejam muito à superfície, ou seja, bastante evidentes. Trata, assim, a terapia floral, de nossos véus, de nossas máscaras, nossas personas" (VIEIRA FILHO, 2006).
   O Dr. Edward Bach quando criou seu sistema de remédios florais queria um método de cura simples, natural e efetivo. "Tão simples que as próprias pessoas pudessem se medicar, a partir da observação de seu estado mental e emocional e do reconhecimento dos seus sintomas - um sistema de autoconhecimento, portanto. Tão natural que não tivesse efeitos colaterais: sendo incapaz de causar qualquer mal. E absolutamente eficaz: uma vez dado o remédio certo para a condição a ser tratada, ela seria curada [...]". (BARROS; NEVES, 2004).
    Então, se o Dr. Bach criou um método que as próprias pessoas possam se "medicar", por que não posso ir até a farmácia de manipulação e escolher meu próprio floral? Você pode, desde que você tenha autoconhecimento (e isso não é algo que a gente adquire da noite para o dia ou somente nos autoatendendo). Por isso, muitas vezes, precisamos recorrer a um profisisonal que possa nos ajudar a escolher as melhores essências florais para o nosso "problema" atual, pois essa pessoa estará nos enxergando (e enxergando nosso problema também) de fora, o que torna mais simples a escolha.
   Qualquer pessoa pode fazer um curso sobre os florais de Bach e aplicá-los. Vários profissionais da área da saúde (Médicos, Naturólogos, Psicólogos, Fisioterapeutas, Nutricionistas, Enfermeiros, Ondontólogos, Massoterapeutas, Esteticistas, etc); Pedagogos, Assistentes Sociais, Cuidadores de crianças e/ou idosos, Veterinários, Biólogos, Pais, Mães, Avós, etc. Não é necessário que a pessoa tenha formação acadêmica.
   Os florais podem ser aplicados em quaisquer pessoas: crianças, adultos, idosos, gestantes, hipertensos, etc. Também podem ser utilizados em animais, plantas e borrifados no ambiente. Outra forma de aplicação (além da oral), é a utilização de compresssas em determinadas partes do corpo.

   O assunto é extenso e pretendo escrever mais sobre a história do Dr. Bach e como ele criou seu sistema de remédios florais em breve.


Referências

BARROS, Lúcia Cristina; NEVES, Maria Aparecida. Florais. São Paulo: Editora Caras, 2004. 47 p. Coleção Caras Zen.

BONTEMPO, Márcio. Medicina floral. Rio de Janeiro: Ediouro, 1994. 207 p.

Facioli F.; Soares A.L.; Nicolau R.A. Terapia Floral na Odontologia no controle de medo e ansiedade: revisão de literatura. In: Encontro Latino Americano de Iniciação Científica e Encontro Latino Americano de Pós-Graduação, 14., 2010, São José dos Campos, 2010, p. 1-5. Disponível em: <http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2010/anais/arquivos/RE_0766_0632_01.pdf>. Acesso em: 8 jun. 2012.

FERNÁNDEZ, Sureima Callís. Terapia floral de Bach en niños con manifestaciones de hiperactividad. MEDISAN, Santiago de Cuba, v. 15, n. 12, p. 1729-1735, ago. 2011. Disponível em: <http://scielo.sld.cu/scielo.php?pid=S1029-30192011001200007&script=sci_arttext&tlng=en>. Acesso em: 8 jun. 2012.

GERBER, Richard. Medicina vibracional: uma medicina para o futuro. 8. ed. São Paulo: Cultrix, 2003. 463 p.

GERBER, Richard. Um guia prático de medicina vibracional: uma medicina para o futuro. São Paulo: Cultrix, 2000. 448 p.

ROSADO, Jorge A. Bergado; et al. Ausencia de efectos de la terapia floral aplicada a adultos jóvenes con el fin de mejorar su memoria. Revista Cubana de Investigaciones Biomédicas., [s.l], v. 28, n. 4, p. 1-11, set. 2009. Disponível em: <http://scielo.sld.cu/scielo.php?pid=S0864-03002009000400001&script=sci_arttext>. Acesso em: 8 jun. 2012.

SOUZA, Márcia M. de; et al. Avaliação dos efeitos centrais dos florais de Bach em camundongos através de modelos farmacológicos específicos. Revista Brasileira de Farmacognosia, João Pessoa, v. 16, n.3, p. 365-371, jul./set. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-695X2006000300014&script=sci_arttext>. Acesso em: 8 jun. 2012.

VIEIRA FILHO, 2006. Aula de Terapia Floral de Bach - Comunidade de Estudos Avançados. In: Holística 2006, 3., 2006, São Paulo. Palestra. São Paulo, 2006, p.1-41. Disponível em: <http://www.sinte.com.br/holopedia//index.php?action=artikel&cat=90&id=32&artlang=pt-br>. Acesso em: 8 jun. 2012.

 Fonte:
 Imagem: Getty Images